quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Psicólogos e Psiquiatras: são todos iguais?

É comum que me perguntem sobre as diferenças entre psicólogos e psiquiatras. Apesar de se tratar de um assunto extenso, irei abordar aqui apenas algumas diferenças básicas de formação e atuação entre tais profissionais, na tentativa de minimizar possíveis dúvidas.
A primeira diferença fundamental entre psicólogos e psiquiatras está nos cursos de graduação: o primeiro cursou Psicologia, e o segundo cursou Medicina. Assim como os médicos escolhem uma especialização após sua graduação, como psiquiatria, cardiologia, dermatologia, oftalmologia, os psicólogos também têm a opção de escolher dentre diversas áreas de atuação, como clínica, hospitalar, escolar, RH (empresarial), comunitária, jurídica, etc.
Caso a escolha do psicólogo seja pela área clínica - que inclui o atendimento psicoterápico -, ele deverá optar por uma abordagem terapêutica e precisará se especializar através de pós-graduação ou especialização. A linha teórica e metodológica escolhida pelo profissional indicará, principalmente, as técnicas e instrumentos de trabalho que ele poderá utilizar em seus atendimentos. Dentre essas linhas, estão: Gestalt-Terapia, Psicoterapia Reichiana, Terapia Cognitivo-Comportamental, Psicoterapia Breve, Sistêmica, Existencial, Psicanálise, etc.
Além dessas diferenças de formação, existem algumas distinções básicas referentes ao foco e à atuação de psicólogos e psiquiatras. O trabalho do psicólogo clínico é focado na vida emocional de seus clientes, com sua atuação se dando principalmente através da fala, com o objetivo de cuidar de sentimentos, desejos, comportamentos, relações. É importante colocar que o psicoterapeuta não transcreve medicamentos e nem é apto para isso. Já o psiquiatra focaliza sua atenção nos sintomas de seus pacientes, para que seja possível a realização de um diagnóstico e, caso julguem necessário, a transcrição de medicamentos. Ambos realizam um acompanhamento freqüente: normalmente o psicólogo propõe sessões semanais, enquanto o psiquiatra marca consultas mensais, ou até mesmo com um espaço de tempo maior.
Para alguns pacientes é preciso que haja acompanhamento dos dois profissionais, concomitantemente. Nesses casos, psicólogos e psiquiatras podem atuar em parceria, se comunicando e realizando um trabalho multiprofissional. Muitas vezes seus trabalhos são complementares, além de haverem indicações de um para o outro, quando necessário. Ou seja, o psiquiatra algumas vezes faz um encaminhamento ao psicólogo, e vice-versa.
É isso!  Espero ter acrescentado de alguma forma. Até a próxima postagem!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Corpo e mente: influência recíproca

“O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.”
(autor desconhecido)

Para estrear meu blog, escolho esse texto que discorre de forma bem direta sobre a relação entre corpo e mente. Minha escolha se dá devido às minhas reflexões de que é através do nosso corpo que podemos existir no mundo, já que nossa subjetividade (sentimentos, pensamentos, expectativas, gostos, desejos) só pode ser revelada a partir de nossa existência corporal. Sem o corpo, portanto, seríamos meras abstrações!